Por Pedro Zambarda, editor-chefe.
PerifaCon 2025 ocorreu entre os dias 25 e 26 de outubro, um final de semana. É o evento que se consolida como uma importante porta de entrada dos jogos indie brasileiros na cena nacional de games e que lançou o primeiro livro do Drops de Jogos, Videogame Crash, do Marco Legal dos Games às demissões em massa.
Nesta reportagem, contaremos o que vimos dentro do evento.
Emanuelly Araujo, vulgo Afronauta, explicou pra gente como funcionou a curadoria de jogos indie da PerifaCon nesta quinta edição. Ela foi vencedora do troféu HQMix.
Bruno Stephan explicou o game Rogue Fungi, de carta roguelite, da Rogue Agents feito para celulares, focado para crianças e jovens em idade de formação. O jogo é fruto da extensão da USPGameDevs.
Saphire Game Studio, recém-formado no curso de jogos, conta as dificuldades de apresentar o seu primeiro título, que é um game de tiro em primeira pessoa. Ele chegou no maior evento de cultura pop das periferias.
Foi apresentado o Olinda Fighter pelo desenvolvedor Daniel, baseado em bonecos de Olinda.
Willian Barros, da Toró Studio, aluno de Érika Caramello e bem votado na pesquisa Drops de Jogos/Geração Gamer, apresentou mudanças no jogo Pavu, que agora não tem mais o vilão Carlos. Ele mudou de nome. E agora eles contam com parceria com o SEBRAE.
Amanda Pellini, criadora do Dan Guerreire, fala da evolução do jogo inclusivo LGBTQIAP+ e pró-cultura preta em um universo repleto de preconceitos. Amanda chegou a apresentar esse projeto com Érika Caramello no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo no Ibirapuera.
Sam Geraldini do jogo indie brasileiro Mangut, título sobre uberização e entregas da Pink Mango feito como um plataformer 2D de precisão. Ótimo papo.
Studio Xodoh apresentou Verdigris, que teve muita colaboração da professora Érika Caramello, que inspirou o pessoal a começar, e que traz um futuro cyberpunk distópico em que robôs tentam oprimir bruxas e criaturas mágicas. É um game que lida com fantasia e, sim, cultura brasileira.
O Núcleo de Tecnologia do MTST apresentou seu catálogo de jogos indie brasileiros na PerifaCon, além de um livro contando a história do grupo que implementou internet e estrutura para o grande projeto de cozinhas solidárias, transformado em lei pelo hoje ministro Guilherme Boulos.
Lucas Toso, podcaster do Controles Voadores, jornalista e assessor do projeto LUPI, hardware criado e que tem linguagem LUA, apresentou o melhor console para crianças e jovens criarem os seus títulos. Com ar retrô, o LUPI é um projeto promissor para empresas e governos, tornando acessível videogame através de um console barato que permite criar seus próprios títulos.
Criadores de Astro Pig, jogo indie brasileiro vencedor da pesquisa Drops de Jogos/Geração Gamer, apresentou o RITMANIA, que chegou a fazer fila, na PerifaCon 2025.
Jogo Calum, que conta a história que os colonizadores não contam sobre São Vicente, esteve presente na PerifaCon 2025. O game indie recebeu mentoria da Rede Progressista de Games, a RPG, que o Drops faz parte.
Le Fol, provavelmente um dos mais belos jogos artísticos em desenvolvimento, deu uma palhinha de como ele está sendo criado ao Drops de Jogos na PerifaCon 2025.
Desenvolvedores também apresentaram o jogo Ressurge e a dificuldade de criar um game nas horas vagas.

É um evento fundamental para apresentar títulos que muitas vezes não conseguem, financeiramente, aparecer na Gamescom Latam e na Brasil Game Show. E o setor de games da PerifaCon em 2025 estava cheio, só para variar.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
