Far Cry New Dawn, uma resenha

A Montana pós-apocalíptica de Far Cry New Dawn é promissora, e está entre as experiências mais balanceadas para os jogadores veteranos da franquia de jogos de ação da Ubisoft. Infelizmente ela também deixa de explorar algumas das ideias mais interessantes dessa premissa.

Foto: Divulgação

Temas de nacionalismo e extremismo religioso característicos de Far Cry 5 retornam em New Dawn, dessa vez protagonizados pelos filhos e filhas dos sobreviventes do conflito. São personagens visualmente interessantes, mas que pouco tem a dizer sobre a ruína aos seus pés. Isso nos rouba de uma narrativa mais profunda, e em troca temos um repeteco sobre a “lei do mais forte”, sem que nada seja adicionado sobre aquele mundo além da superfície.

Os novos sistemas agora transformam a experiência de mundo aberto de New Dawn. Os elementos de RPG introduzidos estão  organizados num ritmo bem linear, e surpreendem com uma abordagem mais amigável e menos opressora. Ao invés de sobrecarregar o jogador com uma lista de quests e colecionáveis sem fim, novos objetivos são liberados na mesma medida em que o mapa é revelado.

A pilastra que sustenta esses novos sistemas é a sua base de operações: um acampamento de sobreviventes separado em estações onde o jogador pode adquirir melhorias para suas armas, veículos e aliados. Quanto mais forte o seu equipamento, mais a estética pós-apocalíptica ele abraça. Há uma fusão de muito rosa choque, neon e gambiarra que pode agradar muitos, mas que certamente não é pra todos.

Por fim temos as expedições, missões isoladas em mapas novos que só podem ser acessados através de um npc na sua base de operações. Nelas, o jogador pode se infiltrar numa base inimiga para coletar recursos na surdina, ou optar por fazer bastante barulho tanto na ida quanto na volta. São a promessa de novos locais no mundo de Far Cry, mas que dificilmente serão explorados com outro fim que não seja pilhar uma facção rival, um objetivo que se repetiu inúmeras vezes duram o meu tempo com o jogo.

Far Cry New Dawn tem ideias originais, mas seu brilho foi tirado mesmo antes da sua chegada. Sem amadurecer seus personagens ou aprofundar seus sistemas, os méritos que New Dawn conquista são os mesmo dos jogos que vieram antes dele. Seus métodos são diferentes, mas a execução é a mesma, e para eu que não joguei Far Cry 5, é um bocado frustrante sentir o mesmo impacto desde Far Cry 3.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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