Primeiras impressões de Resident Evil 2 Remake na E3 2018. Por Michelle Bertral

Por Michelle Bertral, repórter e colaboradora do Drops de Jogos, direto de Los Angeles (EUA).

Foto: Reprodução/YouTube

Jogamos o game numa sala ambientada na delegacia do Resident Evil 2 original de 1998. O que podemos dizer é que o Remake anunciado oficialmente na conferência da Sony pré-E3 2018 não diz de cara a que veio, Com o terror que a Capcom aprendeu a refinar com o tempo, ele recicla a fórmula do tiro em terceira pessoa de RE4 com a câmera em cima do ombro, mas faz algo diferente com isso.

Embora todos os ambientes remetam ao jogo original de 20 anos atrás, o novo título faz atualizações de cenário e mantém o clima de terror com uma dificuldade elevada. É necessário ser bom de pontaria para sobreviver às hordas de zumbis. Não há nem um pingo de ação de jogo, mas uma reformulação que retém a originalidade.

A Capcom manteve mistério sobre o jogo e poucos jornalistas souberam dentro da própria E3 que ele estava jogável. Tudo isso para aumentar o impacto do anúncio de um título que revolucionou o survival horror nos anos 90. O visual com detalhes e o motor gráfico inspirado em Resident Evil 7, um clássico instantâneo de 2017, vão agradar tanto quem não entrou em Raccoon City antes quanto as pessoas que se sentem à vontade no cenário que foi alterado.

A produtora japonesa fez um remake do RE original, de 1996, em 2002 para o Nintendo GameCube. Deu brilho para um jogo que estava datado. Agora a Capcom parece dar um passo além.

Ela não somente pegou o seu segundo jogo consagrado para conquistar novos fãs. Ela resolveu reformular tudo do zero. Um feito.

Michelle Bertral é fotógrafa do Drops de Jogos e fã dos games dos anos 80 e 90. Parou oficialmente no PlayStation 2, mas extraoficialmente não perde uma oportunidade de conhecer os títulos mais recentes nas novas gerações.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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