Sede da Microsoft é ocupada por protestos anti-Israel - Drops de Jogos

Sede da Microsoft é ocupada por protestos anti-Israel

Grupo No Azure for Apartheid ocupou uma área externa da sede da Microsoft em Redmond, pedindo pelo fim dos contratos da empresa com Israel.

(Imagem: Instagram/@noazureforapartheid)

Enquanto a mídia voltava os olhos para a Gamescom na Alemanha, um grupo de funcionários da Microsoft elevava o nível dos protestos exigindo o fim dos contratos da empresa com o governo de Israel.

O protesto aconteceu nesta terça-feira (19), quando um grupo de funcionários da empresa e membros da comunidade a favor do fim do genocídio em Gaza ocupou umas das áreas externas da sede da Microsoft em Redmond, no estado de Washington (EUA). A área ocupada está sendo chamada de “Zona Liberada”, e o acampamento montado ali recebeu o nome de “Praça das Crianças Palestinas Martirizadas”.

Essa ocupação foi organizada pelo movimento No Azure for Apartheid, que também divulgou uma carta aberta que reitera os principais pontos que os protestos contra a Microsoft vem pedindo desde o início: a dissolução dos contratos da empresa com o exército de Israel, o fim do genocídio e das táticas de impedimento do envio de suprimentos para o povo palestino, o fim da discriminação contra trabalhadores árabes, muçulmanos, palestinos e que concordam com políticas pró-Palestina dentro da Microsoft.

O documento ainda pede para que os trabalhadores da Microsoft que não concordam com a política da empresa de auxílio a Israel levantem suas vozes e até mesmo façam greves. A carta afirma que eles devem exigir que a Microsoft siga as suas próprias políticas de direitos humanos e corte qualquer relação com parceiros envolvidos em genocídios. Eles também oferecem um endereço de e-mail para que executivos e lideranças possam abrir negociações sobre o fim dos contratos da empresa com estados genocidas.

Até o momento de publicação, os protestantes ainda estavam acampados na sede da Microsoft e não pretendem abandonar o espaço até conseguirem que a empresa aceite cortar laços com o exército de Israel.

Os protestos pedindo o fim dos contratos da Microsoft com Israel já acontecem há algum tempo, mas ganharam notoriedade internacional quando duas funcionárias resolveram protestar nas comemorações de 50 anos da empresa. Desde então, a Microsoft demitiu essas funcionárias e, de acordo com pessoas de dentro da empresa, segue silenciando e afastando qualquer funcionário que esboce qualquer opinião contrária aos contratos da empresa com Israel ou a favor do povo palestino como um todo. A empresa teria supostamente até mesmo bloqueado automaticamente o envio de qualquer e-mail que contenha os termos “Palestina”, “Gaza”, “genocídio” e “apartheid”.

Desde então, alguns estúdios de videogame aderiram aos pedidos de boicote da empresa retirando seus jogos do Game Pass. Recentemente, trabalhadores sindicalizados da Arkane também publicaram uma carta aberta exigindo o fim dos contratos da empresa com Israel, que estaria usando a tecnologia Azure para definir alvos de bombardeios e monitorar todas as comunicações que acontecem na Palestina.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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