Jogo brasileiro Trajes Fatais perdeu R$ 48 mil, diz UOL

História complicada de desenvolvimento

Campanha de financiamento de Trajes Fatais Imagem: Reprodução/START do UOL

Trajes Fatais, jogo do estúdio cearense Onanim, chamou atenção por lembrar clássicos de luta como Street Fighter e King of Fighters.

Esse jogo brasileiro ganhou prêmios e bateu metas de arrecadação em campanha de financiamento em 2017. Só que ele ainda não foi lançado.

Devs dele acusam um ex-membro do estúdio de desviar cerca de R$ 48 mil dos R$ 114 mil arrecadados, comprometendo o desenvolvimento e a entrega do projeto no prazo. Onofre Paiva e Jonathan Ferreira contaram essa história ao UOL.

Trajes Fatais, ou “TRAF” para os íntimos, está sendo feito há quase 10 anos. E conquistou sucessos: o reconhecimento começou em 2015, com o prêmio de Melhor Jogo por voto popular no SBGames 2015. No ano seguinte, Melhor Jogo Brasileiro na Brasil Game Show (BGS) de 2016. No mesmo ano, o grupo lançou uma primeira campanha de financiamento coletivo, que não arrecadou o suficiente.

Em 2017, a Onanim organizou uma nova campanha, utilizando uma abordagem diferente, e o sucesso veio: bateram a meta de R$ 80 mil, chegando a R$ 114.444,00. Desse total de R$ 114 mil arrecadados, o estúdio ficou com R$ 99 mil, segundo Onofre, já que parte da arrecadação fica retida plataforma de financiamento —no caso, o Catarse.

Onofre conta que uma parte do valor que ficou com a Onanim foi usado em “serviços de terceirizados”. O restante, cerca de R$ 48 mil, seria usado para o desenvolvimento de Trajes Fatais. Ele diz que, na época, o estúdio não tinha uma conta empresarial aberta, então a decisão foi depositar o dinheiro coletado na conta pessoal de Onofre, sendo que a administração ficaria a cargo de outro integrante do estúdio. Jonathan Ferreira, ex-produtor do jogo e um dos responsáveis por dar uma nova vida ao projeto na campanha de 2017, desconfiou que os R$ 48 mil não haviam sido repassados para a conta da empresa assim que ela foi aberta e questionou quem estava administrando.

“Mesmo eu falando, falando e falando, a pessoa que estava administrando isso no lugar do Onofre convencia ele de que não era preciso fazer tal coisa, e ele acabou dando ouvidos à pessoa errada”.

Depois de meses de insistência por parte do produtor, em março de 2018 Onofre cedeu e passou o acesso à conta bancária para Jonathan. Foi assim que ambos descobriram o rombo: segundo eles, o dinheiro não estava mais lá.

Tanto Jonathan quanto Onofre decidiram não revelar a identidade do integrante do estúdio acusado de dar o golpe. O caso foi resolvido diretamente entre o estúdio e o acusado do golpe, sem processos na Justiça.

As informações são de um reportagem de Giovanna Breve no Start do UOL.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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