SBGames: não fui, mas assisti. Por Renato Degiovani

SBGames 2020

SBGames 2020. Foto: Divulgação

Publicado originalmente no perfil de Facebook do autor

Nem eu, nem ninguém, afinal o SBGames 2020 foi 100% online e isso mudou tudo.

Ao longo dos últimos anos houve uma cobrança, em relação aos grandes eventos da área de jogos no Brasil, na questão de usar mais e melhor a ferramenta internet. Ficando apenas no clichê, o Brasil é um país de dimensões continentais e isso dificulta muito a mobilidade, troca de informação e experiências. Afinal não fica barato cruzar o pais a troco de participar ou apenas assistir palestras e mesas de debates.

Só isso já justificaria o uso pleno e intenso da transmissão online e mais do que isso, na facilidade de acesso e divulgação da transmissão na hora que ela acontece. Isto já devia ser forte desde o começo da década de 2010. Principalmente em eventos onde transita uma tonelada de informação pertinente.

Este ano, por conta da pandemia, todos os eventos relevantes foram online e, sob certos aspectos, não conseguiram chamar a atenção do público alvo (nem da imprensa) mais do que as versões anteriores presenciais. E por que isso?

A resposta a esta questão pode estar embutida nas transmissões do SBGames deste ano, ainda que não tenham inovado em mecânica, trouxeram para perto dos internautas um conteúdo de dar água na boca em qualquer gamedev. Ficou claro, pra quem assistiu ou quis ver, que nunca mais os eventos de games aqui no Brasil, deixarão de ter uma expressão forte na internet.

Fica aqui a torcida para que nos próximos eventos (ano que vem principalmente), mecânicas inovadoras de transmissão apareçam e marquem ponto, afinal se trata de comunicação de primeira linha, dentro de um setor que sofre inovações cada vez mais frequentes.

E se você não viu nenhuma live, o link abaixo vai te levar pro portal do SBGames. Divirta-se.

https://www.sbgames.org/

Renato Degiovani é o primeiro game designer de jogos digitais, desde 1981. É colunista do site Drops de Jogos no espaço DEV.LOG, com textos regulares sobre sua experiência de décadas. Foi o desenvolvedor do jogo Amazônia, é conhecido na comunidade nacional do aparelho MSX, editou a revista Micro Sistemas e é responsável pelo espaço TILT Online.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.