Opinião: Tainá Felix é a nossa Desenvolvedora Brasileira de 2020

Conheça o importante trabalho de Tainá na empresa Game e Arte

Tainá Felix, produtora cultural e roteirista. Foto: Divulgação/Game e Arte

Este texto demorou um bocado para sair. Mas aqui está.

No ano passando, pesquisando sobre Raquel Motta, que foi elencada como a desenvolvedora de 2019, cogitamos o nome de Tainá Felix. Na época, ela já era reconhecida por seu trabalho literário e cultural na periferia com a iniciativa Game e Arte, ao lado de Jaderson Souza.

Só que o ano de 2020, embora tenha sido terrível com a pandemia do novo coronavírus, foi generoso em trabalhos e iniciativas bem-sucedidas de Tainá.

Num momento de risco generalizado, Tainá e sua empresa organizaram o projeto Videogames da Quebrada para arrecadar doações para 112 famílias na região de Pirituba, em São Paulo.

Em troca das doações de R$ 20 ou mais, as pessoas receberam games nacionais como Amora, Nova Califórnia (inspirado em literatura brasileira) e Arida.

Títulos de qualidade do mercado nacional em troca de boas ações para a sociedade, que passou a sofrer com fome na pandemia da covid.

Tainá Felix também participou de palestras importantes falando sobre a necessidade da inclusão dos negros na cena brasileira de jogos, a entrada de minorias LGBT e também esteve por trás de um jogo que é símbolo do nosso delicado momento atual.

Trata-se do game nacional Pandemia, uma guerra invisível.

Por todos os seus trabalhos anteriores, e por um período brilhante e engajado, Tainá Felix é a nossa desenvolvedora de games brasileira do ano passado.

É a segunda pessoa negra da nossa lista, que infelizmente ainda reflete o privilégio branco no cenário.

Mas estamos brigando para, cada vez mais, trazer e dar visibilidade para devs negros.

Veja uma entrevista com ela neste link, na Rádio Geek.

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