Por Pedro Zambarda, editor-chefe.


Tonda Ros no canal Easy Allies, no YouTube. Foto: Reprodução
Com 92 no Metacritic, atrás somente de Clair Obscure Expedition 33 e na frente de Death Stranding 2 On The Beach, Blue Prince é um fenômeno indie. Desenvolvido pela Dogubomb e com a publisher Raw Fury, a mesma que está cuidando agora do novo jogo indie da Behold Studios do Brasil, na verdade ele é obra de uma única pessoa – com trabalhos posteriores.
O americano Tonda Ros trabalhou durante oito anos e gastou seu dinheiro no projeto. Ele afirma que, depois de assistir ao documentário Indie Game: The Movie (que conta a história dos indie Super Meat Boy, Braid e Fez; essa informação é de Jason Schreier na Bloomberg), o dev se sentiu inspirado a tentar criar o próprio game.
Bebeu de boardgames, de Magic: The Gathering e no livro “Maze: Solve the World’s Most Challenging Puzzle”, publicado por Christopher Manson em 1985 e repleto de desafios, para criar um tipo de jogo de tabuleiro digital.
Blue Prince usa a técnica de cel shading, que dá uma aparência de desenho em 2D. E para isso Tonda Ros chamou o diretor de arte Davide Pellino. Os tons de azul e o aspecto misterioso contribuem muito para a ambientação. E a trilha sonora, do duo de jazz Trigg & Gusset, aumenta ainda mais o mistério.
O enredo misterioso
Player controla Simon P. Jones, um jovem que recebe como herança a mansão Mt. Holly State do avô. Chega ao enorme terreno com o objetivo de alcançar a misteriosa Sala 46. Para isso ele não pode se hospedar dentro da casa e fica em uma cabana do lado de fora.
Todas as manhãs, entra na casa e precisa navegar pelos cômodos, que mudam sempre, dentro de um grid com 5×9 espaços (totalizando 45 salas). A cada porta que encontra ele usa um sistema de plantas baixas (“blueprints“) para escolher um entre três opções.
Alternativas são sempre diferentes. Há cômodos com efeitos positivos, enquanto outros impõem penalidades. Há salas que se dividem entre azuis, roxas, coloridas e as terríveis vermelhas.
É possível encontrar ferramentas que facilitam a navegação, bem como moedas, usadas para comprar itens, chaves e joias, estas fundamentais para abrir alguns tipos de salas.
Há um limite de 50 passos por dia, que podem receber bônus, gastos à medida que o jogador entra em diferentes salas cômodos.
Alcançando o limite, é preciso descansar e recomeçar a jornada no dia seguinte. Com exceção de alguns (poucos) bônus permanentes, tudo o que foi encontrado naquele dia é perdido. Também é possível encerrar a exploração quando o jogador fica sem opções de salas para abrir.
Se você for o gênio do puzzle, pode ser que zere em uma hora. Aqui a jornada deve bater 40 horas fácil.
Notas
- Gráficos: 9
- Jogabilidade: 9
- Som: 9
- Replay: 10
- Nota final: 9,25
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
