O terceiro capítulo da série The Last of Us é uma obra-prima. Por Pedro Zambarda

Obra LGBTQIAP+

Bill e Frank em Last of Us

Bill e Frank em Last of Us. Foto: Divulgação

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos.

CONTÉM SPOILERS.

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Bill e Frank em Last of Us

Bill e Frank em Last of Us. Foto: Divulgação

No game original The Last of Us, tanto o de 2013 quanto seu remake, somos apresentados ao personagem Bill como um sobrevivencialista paranoico, dono de um arsenal de armas de fogo e armadilhas que conseguem de fato proteger a sua casa. No final do encontro, após brigar com Ellie, Bill descobre que seu melhor amigo, Frank, se enforcou para não se tornar um monstro na infecção generalizada.

A série de Craig Mazin e Neil Druckmann pegam esse enredo com algumas lacunas e transformam em uma história LGBTQIAP+ mais bem escritas da história, digna de Emmy, Globo de Ouro ou mesmo Oscar. Bill é novamente apresentado como um sobrevivencialista, mas também de extrema direita, ancap e que só acredita em sua própria força.

Armado até os dentes, ele encontra diante de sua casa Frank, que lhe pede um prato de comida. Extrovertido, artístico e doce, o amigo logo se transforma em marido, sendo a última fonte de sentimento de Bill durante a pandemia do fungo.

Diz Bill: “Eu odiava o mundo, e fiquei feliz quando todo mundo morreu, mas estava errado. Porque tinha uma pessoa que valia a pena salvar”.

Frank adquire uma doença e pede ajuda ao marido para enfim morrer. Bill decide então se suicidar, por envenenamento, com o amado em um jantar com bastante vinho.

O episódio é encapado pelo aprofundamento do relacionamento entre os protagonistas Joel e Ellie. Diferente do jogo, Joel encontra Bill já morto após seu relacionamento com Frank. O que se repete é a leitura que Ellie faz das cartas na casa abandonada, o que repete a experiência de game.

Bill conheceu Joel e Tess antes de morrer e deixa um recado para o nosso sobrevivente. Pode pegar tudo o que quiser da casa, “cuide da Tess”. É um final de cortar o coração e uma obra-prima audiovisual de representação LGBTQIAP+ não convencional.

A série não tem que ser fiel ao jogo de videogame. A série é uma adaptação, que ganha luz própria com sua criatividade de roteiro. Long Long Time, dirigido por Peter Hoar (Umbrella Academy e Dr. Who), é algo que vai envolver os fãs.

E muitas pessoas homofóbicas e preconceituosas vão se incomodar com a demonstração de amor de dois homens.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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