Ela quer ser a 'Lady Gaga dos games': Ana Ribeiro de Pixel Ripped fala ao Drops de Jogos - Drops de Jogos

Ela quer ser a ‘Lady Gaga dos games’: Ana Ribeiro de Pixel Ripped fala ao Drops de Jogos

Ana conta sobre futuros planos, continuação de Pixel Ripped e sua trajetória

Ana Ribeiro, a criadora de Pixel Ripped 1989 e 1995, quer ser a "Lady Gaga dos games". Foto: Divulgação

Ana Ribeiro, hoje desenvolvedora da ARVORE em São Paulo, é uma criadora que teve destaque em diferentes pautas no Drops de Jogos. Quando Pixel Ripped ainda era um protótipo na faculdade, o game foi escolhido pelo público do Geração Gamer (site que deu origem ao Drops) como game de destaque de 2014.

Nós contamos como ela deixou de ser funcionária pública no Maranhão para fazer uma pós-graduação no Reino Unido, sendo pioneira entre os brasileiros no desenvolvimento de jogos em realidade virtual. Cobrimos a mudança de Ana para os Estados Unidos, onde ela foi financiada pela Boost para criar o game mais próxima ao Facebook. Contamos como ela foi para a China que carregou a tocha olímpica no Brasil.

Ana Ribeiro, a criadora de Pixel Ripped 1989 e 1995, quer ser a “Lady Gaga dos games”. Foto: Divulgação

Seu game também foi reconhecido no Japão. Ela apresenta a série Pixel Ripped vestida como a personagem Dot.

Publicamos pelo menos dois perfis sobre sua carreira antes mesmo de mergulhar na realidade virtual.

Ela foi considerada por nosso site a desenvolvedora de destaque de 2018.

Ana Ribeiro, a criadora de Pixel Ripped 1989 e 1995, quer ser a “Lady Gaga dos games”. Foto: Divulgação

Recentemente, a desenvolvedora disse no Twitter que quer se tornar a “Lady Gaga dos games”.

https://twitter.com/Anagamedev/status/1235793266756501505

O Drops de Jogos bateu um papo com ela.

Entrevista de Ana Ribeiro ao programa NewsGames da Rádio Geek. Foto: Gabriel Pazotto/Rádio Geek

Drops de Jogos: No dia 6 de março você disse que queria ser a “Lady Gaga da indústria dos games” em uma entrevista? Por que você se inspira na Gaga?

Ana Ribeiro: Foi numa entrevista para Oculus sobre desenvolvedoras de games em VR para comemorar o mês da mulher. Eu gosto da maneira como a Lady Gaga inova na indústria da música, polifacética, como defende os direitos humanos e a diversidade. Ela fez história com sua criatividade e trabalho duro, estilo visual próprio, e o mais importante, manteve os pés no chão. Mesmo tendo tido já muito sucesso, ela continua evoluindo na sua carreira e conseguiu ajudar outras pessoas no caminho, ao mesmo tempo mantendo sua humildade.

DJ: Pixel Ripped 1995 teve seu nome escolhido pelos jogadores de Pixel Ripped 1989. Recentemente houve uma demonstração dele na ARVORE. Quantos jogos a série terá? Os players vão definir os anos?

AR: Sim, foi muito bom ter jogadores e jogadoras bem empolgados, e de gostos, idades e culturas bem diversas jogando o game e dando feedback honesto sobre ele. Inicialmente pensamos em cinco episódios. No Pixel 1995 não temos da mesma forma a votação para o próximo jogo, mas como aconteceu até agora, sempre iremos levar em conta as opiniões dos nossos jogadores.

DJ: Você tem medo que realidade virtual se esgote dentro do universo dos games?

AR: Atualmente isso não é mais uma questão dentro da indústria. Anos atrás quando VR ressuscitou, em 2013 com o lançamento do Oculus Rift Developer Kit 1, o conteúdo disponível para VR era somente de games e de montanha-russas. Quem viveu essa época lembra delas.

Com a evolução da indústria, muitas empresas grandes começaram a fazer pesquisas e levar o VR para diversas áreas como cinema, educação, saúde, treinamento, odontologia e por aí vai. Hoje em dia sabe-se que VR não é somente para games, mesmo ainda sendo o conteúdo predominante atualmente.

DJ: Nós conversamos há pelo menos seis anos sobre seus projetos. De lá pra cá, você saiu do Maranhão, foi morar no Reino Unido, foi para os Estados Unidos e hoje está morando em São Paulo. É sua melhor fase hoje?

AR: Ainda estou no começo da minha carreira. Acabei de lançar meu primeiro jogo, e ainda espero explorar muito mais a indústria de games e o mundo.

DJ: Se você não fosse desenvolver games em realidade virtual, qual outro formato faria? Retrogames? Jogos em 3D? De qual forma você trabalharia?

AR: Não estou totalmente fechada para a ideia de criar games 3D/2D. Em janeiro participei da Global Game Jam com amigos e fizemos um jogo 2D, foi muito bom explorar outras formas de design, já que trabalho há anos que trabalho no Pixel Ripped.

Pixel Ripped 1989. Foto: Divulgação

DJ: Há outros projetos que você tem em mente além do Pixel Ripped?

AR: No momento como estamos em processo de QA e próximos do lançamento do Pixel, tenho tido pouco tempo para outros projetos. Mas, durante as noites, tenho explorado mecânicas e prototipagens em casa e tenho trabalhado em uma palestra sobre Processo Criativo para Games utilizando como exemplo minha experiência criando o Pixel Ripped.

Após o lançamento pretendo voltar a postar vídeos no meu canal do YouTube, o Anagamedev.

Pixel Ripped 1989. Foto: Divulgação

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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