Dólar emplacou a 4ª queda consecutiva nesta segunda (26). A moeda fechou com um recuo de 0,13%, cotada em R$ 5,2798, renovando o menor patamar em dois meses. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, interrompeu uma sequência de cinco ganhos consecutivos e encerrou a sessão com perdas de 0,08%, aos 178.721 pontos.
Na economia, o destaque da semana é a Superquarta, com decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil. A expectativa é de manutenção das taxas tanto nos EUA (faixa de 3,50% a 3,75%) quanto no Brasil (15% ao ano).
Já na geopolítica, o mercado monitora ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de empregar ação militar contra países que não cooperarem em sua ofensiva contra rivais como Rússia e China.
O presidente dos EUA, Donald Trump, também voltou a ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que o país não busca fechar esse tipo de acordo, enquanto o Ministério das Relações Exteriores da China declarou que os acordos comerciais e econômicos com o Canadá não têm como alvo nenhum terceiro país. (Saiba mais abaixo)
Ainda nos EUA, cresce a expectativa em torno da escolha do novo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Rumores de mercado indicam que Trump pode anunciar o nome do sucessor do atual presidente da instituição, Jerome Powell, ainda nesta semana.
Investidores têm receios sobre a indicação de Trump porque há desconfiança sobre o quanto o novo nome se deixará influenciar pela pressão do republicano por uma queda de juros, o que pode colocar em risco a autonomia do banco central.
Por fim, a possibilidade de uma nova paralisação (shutdown) do governo americano também gera tensão no mercado, em meio à resistência de democratas em votar o Orçamento. Eles exigem mudanças na área de segurança, após o assassinato de Alex Pretti por agentes federais.

No Brasil, a nova edição do Boletim Focus mostra que economistas reduziram a projeção da inflação para 2026 de 4,02% para 4%. A expectativa é para a Selic é de queda para 12,25% ao final do ano. Para o PIB, a estimativa é de alta de 1,8%. Já o dólar deve fechar 2026 em R$ 5,51.
Com informações do G1.
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