O nono capítulo da série The Last of Us encerra uma obra-prima em forma de série. Por Pedro Zambarda

The Last of Us cumpre o sonho de videogames como crossmídia

Série The Last of Us

Série The Last of Us. Foto: Reprodução

Por Pedro Zambarda, editor-chefe do Drops de Jogos.

CONTÉM SPOILERS.

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Série The Last of Us

Série The Last of Us. Foto: Reprodução

The Last of Us tornou-se uma experiência definitiva de adaptação de games para séries, para o audiovisual, sentencia o prestigiado site GamesIndustry.biz. É o sonho do “cross-media”. E o último capítulo dessa provável primeira temporada – as próximas devem tratar do segundo jogo – é o perfeito simbolismo dessa interação.

O capítulo começa com uma cena que não existe no game. Ashley Johnson, que faz a voz de Ellie no game, aparece no seriado como Anna, a mãe da protagonista grávida. Descobrimos que ela é amiga de infância de Marlene, a Vaga-Lume. E descobrimos como Ellie se torna imune e uma esperança de vacina para a humanidade.

Anna foi atacada por um infectado quando deu a luz. O fungo cresceu junto com Ellie, reconhecendo ela como um organismo similar. E por isso ela não morre com a mordida. Marlene mata a amiga Anna, mas não sabe da imunidade do bebê.

A cena corta para a Ellie presente. Vemos a bela atuação de Bella Ramsey melancólica com seu trágico destino. Ela sabe que há algo errado em sua trajetória. E muitas dúvidas. E vemos uma transformação em Joel de Pedro Pascal.

Apaixonado pela jovem, e projetando sua falecida Sarah nela, Joel Miller passa a proteger Ellie. E vemos a belíssima cena do encontro da heroína com uma girafa fugida do zoológico.

E os dois são atacados pelos Vaga-Lumes.

Marlene reaparece e explica a situação para Joel. O fungo cresce no cérebro. Para criar a cura com o organismo de Ellie, é necessário matá-la para a produção da vacina. Ela já está sendo encaminhada para a cirurgia e ele é impedido pelos Vaga-Lumes, esse grupo rebelde anti-governo, de reagir.

Mas Joel reage e mostra seu amor de pai para Ellie. Ele assassina, a sangue frio, todos os rebeldes, deixando apenas duas cirurgiãs vivas. Uma das atrizes é a modelo de Abby, do The Last of Us II. A cena impressiona pela fidelidade absoluta com o game, fruto do trabalho de Craig Mazin (Chernobyl) e de Neil Druckmann.

A primeira temporada da série encerra com a cena clássica de Ellie acordando do coma da cirurgia que não aconteceu e perguntando a Joel o que aconteceu. E nosso protagonista, anti-herói, mente para ela. Mente e não diz que impediu os Vaga-Lumes de encontrar uma vacina para a pandemia.

Isso provocará consequências mortais adiante.

A série retira muitas cenas de ação do game, mas ganha no poder de síntese. Conta a história que The Walking Dead não consegue. Exibe as contradições de Joel. Seria ele um herói por ter um sentimento por Ellie? Ou um vilão por acabar com a cura para a infecção? O anti-herói conta uma belíssima história sobre como somos humanos até em momentos extremos.

Valeu a pena ver tudo isso.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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